can you take ambien with allegra buy ambien ambien on the streets price

tramadol withdrawal muscle pain tramadol 50 mg tramadol para el colico nefritico

clorhidrato de tramadol vademecum buy tramadol no prescription tramadol and soma interaction

is buspirone close to xanax xanax medication how to inject 2mg xanax bars

ambien 5 mg tablet ambien pill ambien ambien cr side effects

does ambien effect your eyes buy ambien ambien can't sleep

is it safe to take ambien with soma ambien without prescription ambien cr generic same

using ambien daily buy ambien should ambien be taken while pregnant

ambien withdrawal insomnia buy ambien ambien causes divorce

fischer soma viron 60 test buy soma a soma dos numeros inteiros pertencentes

Com origem na ditadura, pichação nasceu como forma de protesto

Com origem na ditadura, pichação nasceu como forma de protesto

Para Link Roots, a pichação não surgiu querendo agradar. Alvo de João Doria, morador da zona leste acredita que prefeito deveria enfrentar os problemas mais sérios. "É bem precária a situação aqui".

São Paulo - “Eu nunca vou pichar um muro branquinho. Pra um bom pichador, o maior prazer é chegar num muro todo pichado e procurar um espaço, nem que seja de um palmo, porque sabe que ali é tudo coisa antiga e que o picho vai ficar por muito tempo. O muro branco, no outro dia, a gente sabe que o dono vai ficar bravo e vai gastar dinheiro pra pintar e apagar”, explica Link Roots, grafiteiro e pichador há 16 anos.

Por outro lado, Link reconheça haver aqueles que picham muros lisos, sem qualquer desenho. “Isso é coisa de novato”, define.

Morador do extremo leste da cidade de São Paulo, na divisa dos bairros de Itaquera, Guaianazes e Cidade Tiradentes, ele critica a postura do prefeito João Doria (PSDB) em declarar guerra contra os pichadores em vez de iniciar seu governo enfrentando os problemas mais sérios da cidade. “O cara dá prioridade a apagar grafite enquanto a UBS (Unidade Básica de Saúde) é uma porcaria e as ruas estão todas esburacadas. É bem precária a situação aqui.”

Link Roots explica que a pichação nasceu durante a ditadura, como forma de protesto, não surgiu querendo agradar. Depois, segundo ele, evoluiu do discurso exclusivo contra os governos para uma contestação mais ampla. “Você pode rodar o planeta e vai ver que grafite é mundial, enquanto a pichação é um estilo próprio do Brasil, principalmente em São Paulo.” Nesse estilo particular, há também o que ele chama de "grapixo", a escrita de letras com técnicas do grafite, com cor, volume, perspectiva, sombras e degradê.

Pintor profissional durante o dia, quando atende pelo nome de Diego, fala com satisfação dos encontros de grafite que ajudou a organizar no extremo-leste da cidade a partir de 2007. Atualmente, toda terça-feira à noite a comunidade faz luau e, às vezes, um sarau. “Muitos veem a pichação, mas não sabem quem está por trás. O cara picha, mas tem visão do que acontece ao redor. A sociedade não tá ligada, acha que somos todos uns sem ter o que fazer, e não é assim, tem muito pai de família, tem cara que usa droga, tem cara que não bebe uma gota de álcool, é nisso que a sociedade não tá ligada.”

Link Root participou das pinturas na Avenida 23 de Maio, promovidas pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). Lembra que os grafiteiros tiveram a oportunidade de trabalhar em áreas grandes e para a pichação foram reservados espaços menores. Para ele, isso não importou e diz ter ficado feliz com a experiência. “O Haddad quis interagir, colocar grafiteiro e pichador junto, ele teve a intenção de unir todo mundo.”

Link não tem dúvida de que haverá reação à declaração de guerra de João Doria contra os pichadores. “Nossa voz tem que ser ouvida, seja no muro ou nos meios de comunicação”, afirma.

Já para Mundano, “artivista” do grafite e da reciclagem, o caminho para São Paulo ser uma “cidade linda”, nome batizado por Doria para seu programa de zeladoria, não deve ser baseado em um discurso de negação à liberdade de expressão, incitação ao ódio entre seus próprios cidadãos e com “referências estéticas e conceituais de uma cidade tão dispare como Miami”.

“Acredito que a missão da arte não é decorativa, e sim reflexiva. Busco no meu artivismo transformar essa cidade opressora e monocromática, que substituiu nossas áreas verdes por estruturas cinzas, que enterrou nossos rios vivos com ruas e paredões cinzas que refletem o porque do nosso céu e ar que respiramos estarem cinzas”, disse Mundano, para quem a censura é “o maior dos elogios e o maior desafio”.

Close