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Sonho, resistência e luta

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“O Brasil vive hoje um processo de judicialização, onde todos os problemas, mesmo os que a área política deveria resolver, vão parar no Judiciário. O Supremo Tribunal Federal (STF) decide sobre todos os assuntos sejam eles de liberdade de imprensa, consumo de drogas e centraliza cada vez mais o poder”, afirmou o ex-deputado Federal Luiz Eduardo Greenhalgh.

Advogado e vice-prefeito da cidade no governo Erundina (1989/1993) Greenhalgh foi o convidado especial da plenária do mandato da vereadora Juliana Cardoso realizada no último sábado, dia 3 de outubro. O evento reuniu mais de 500 pessoas no auditório do Sindicato dos Engenheiros e contou com o apoio e a participação de várias lideranças, movimentos sociais e populares.

“Esse é um fenômeno dos países da América Latina e demonstra o desprestígio dos poderes executivo e legislativo. Isso não é bom para o Brasil, pois os integrantes do judiciário não passaram por votação popular”, acrescentou. “É uma forma de retirar poder do executivo e do legislativo e também da nação, pois estão desconsiderando os representantes eleitos pelo povo”.

Crítico da delação premiada e da força tarefa da Operação Lava Jato, cujas ações seletivas têm viés político para derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff e impedir a eventual candidatura de Lula à Presidência em 2018, Greenhalgh acredita que o PT vai superar essas adversidades. “A imprensa sempre esteve contra o PT”, comentou. “Às vésperas da eleição de 1989, o jornal o Estado de São Paulo estampou na capa sequestradores do empresário Abílio Diniz com camiseta do PT. Mas nós vamos sair dessa crise atual”.

Crítico também de alianças com outras forças políticas, antes de encerrar sua intervenção, Greenhalgh enumerou as iniciativas dos governos do PT para combate à corrupção. “Criamos a Controladoria Geral da União, instituímos o pregão eletrônico, fizemos o monitoramento de movimentações financeiras, criamos o portal da transparência que a ONU considera um dos cinco melhores do mundo”, relatou. “Instituímos ainda a Lei de Acesso à Informação, concedemos autonomia à Polícia Federal, foram criadas 17 delegacias especializadas pelo Brasil no combate à corrupção, aprovamos a Lei Anticorrupção de Empresas e coibimos o enriquecimento ilícito de servidores com punições pesadas. Ninguém nunca fez isso pelo País”.

Além da vereadora Juliana Cardoso, também fizeram uso da palavra Ana Estela Haddad (coordenadora do Programa São Paulo Carinhosa), o ex-vereador e deputado Federal Francisco Chagas, o ativista de direitos humanos Adriano Diogo, o coordenador da Central dos Movimentos Populares (CMP  Raimundo Bonfim, o coordenador da União de Lutas e Cortiços (ULCM)  Sidnei Pita, o coordenador da União dos Movimentos Populares da Saúde Frederico Lima, a advogada e ativista de Direitos Humanos da Zona Leste Valdenia Paulino e Barbara Corrales, da Corrente o Trabalho do PT.

Daniela Lucatto

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